Esta casa de ópera já foi destruída duas vezes e hoje renasce

A casa de ópera de Tbilisi na Georgia, república do cáucaso, tem 165 anos de historia. Renasce hoje novamente após uma longa historia e vários problemas superados. Sobreviveu invasões, aos Tzares da Rússia, à era soviética e à guerra civil. Este monumento à cultura é testemunho vivo de três séculos diferentes da história.

Era o ano 1991 e em Tbilisi a guerra civil estava no seu auge. Zurab Lomidze era na época o diretor da casa de ópera da cidade. A luta se estendia pelas ruas da cidade e assim que os combates chegaram perto da famosa casa de ópera o seu diretor e outras pessoas do staff ficaram para tentar proteger o prédio.

Enquanto tentavam manter a casa de ópera fora da guerra um grupo de paramilitares derrubaram a porta da frente a tiros. Uma vez dentro estes homens disseram que precisavam do local para se refugiar. Pouco depois os homens foram embora deixando para atrás uma porta destruída e uma parede cheia de buracos.

Eventualmente a casa de ópera de Tbilisi sobreviveu mais uma vez, porém como consequência da guerra houve problemas de financiamento. Não se podia mais pagar aos artistas e ao resto do pessoal. O edifício foi tendo cada vez mais problemas de manutenção até chegar ao ponto de ter que fechar.

Talvez na sua longa historia a casa de ópera tenha passado por coisas piores. Foi totalmente queimada duas vezes, depois a falta de dinheiro praticamente a fechou. Ainda passou pela guerra civil. Talvez um dos melhores momentos da sua historia tenha sido durante a época soviética já que Tbilisi era a primeira parada das companhias moscovitas. Tal a importância e prestigio desta casa. Um prestigio que foi construído por mais de um século e que começara bem antes de Georgia ser parte do império russo.

Após uma reforma que durou 6 anos o famoso teatro de Tbilisi está pronto para reabrir. Atores estão conduzindo seus ensaios finais para abrir a temporada como nos seus melhores tempos. A reforma custou 40 milhões de dólares e foi totalmente paga pelo homem mais rico do pais, que ainda vai pagar pelo primeiro ano de operação. É tão bom ver um templo da cultura como este voltar à vida.

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