Nessum Dorma, Puccini e Pavarotti

As óperas italianas são obras de arte. O Nessum Dorma deve ser uma das árias mais conhecidas das óperas italianas, popularizada pelas interpretações do grande Luciano Pavarotti. Forma parte da ópera Turandot de Puccini, da qual achei uma resenha interessante no blog “Reflexões”. Ambientada na China, é uma ópera na qual se mostram aspectos questionáveis do comportamento humano, crueldade e masoquismo, aonde os atores principais se mostram de forma muito censurável. É de notar também que esta ópera, a última de Puccini (morreria antes de finaliza-la), ficou inconclusa e seria completada por outro autor. Na estreia no Teatro Scala de Milão em 1926, o maestro não gostando do final e chegada a hora, parou a interpretação virando-se para o público dizendo que ate ali ia a composição do Puccini e logo após continuou com o final da obra.

No Nessum Dorma o príncipe Calaf canta deleitando-se na ideia de que vai conseguir triunfar sobre os desejos da princesa de ver-lo morto e se contenta com o sofrimento e desespero dela ao tentar saber a identidade dele naquela noite. Em outras palavras, ele se sente alegre ante o sofrimento dela.

Hoje nesta publicação nos apresentamos uma combinação maravilhosa, como poucas, na opinião de muitos o melhor momento do Pavarotti. Aqui parece  que ao interpretar esta ária ele quase que toca o céu, como uma especie de êxtase ou experiência religiosa, um verdadeiro momento mágico e ele transmite isso ao público em forma notável.

Disponibilizamos também uma tradução para que se entenda melhor o sentimento da peça.

Por último e como um “bônus track” oferecemos uma outra interpretação que apareceu num programa de talentos na Inglaterra, talvez não tão boa tecnicamente (devemos lembrar que se trata de um amador) mais de incrível força emotiva. Para isto basta ver a reação do público. Deixo o link aqui para quem quiser ver.

Cultura Clássica

English Español