Concerto de Aranjuez, o ponto mais alto da música espanhola.

Paco_de_lucia

O Concerto de Aranjuez de Joaquin Rodrigo foi o primeiro a usar violão na historia da música. E as particularidades e curiosidades da obra e de seu autor não param por ai. Para começar o compositor Espanhol Joaquin Rodrigo ficou cego aos 3 anos de idade a causa de uma doença. Muitos de nos não conseguimos imaginar a vida sem pode ver, porém para ele não foi uma limitação e talvez por isso mesmo ele conseguiu captar com total maestria os sons da natureza que fazem parte desta grande obra.

Segundo o autor, a inspiração para este concerto foram os jardins do palácio de Aranjuez na Espanha. O palácio fora construído como moradia de verão para os reis da Espanha e a beleza dos seus jardins é estonteante. Imaginem por um momento que você esta ai mais não pode enxergar essa beleza e mesmo assim ele a capturou de forma exemplar na sua composição.

O contexto histórico no qual foi composta a obra também é interessante. Corria o ano de 1939 e Joaquim morava em Paris talvez fugindo da guerra civil espanhola (1936-1939) um conflito que foi cruel como poucos e o continente se agitava com a possibilidade de outra guerra entres as potencias europeias. Nesse contexto ele compus uma das obras mais belas da música clássica.

O concerto é composto por três movimentos sendo o segundo (adagio) o mais conhecido, reproduzido ate o cansaço no cinema e na publicidade. Muitos talvez não saibam agora, mais ao escutar-lo vão reconhecer-lo imediatamente.

A interpretação a seguir no vídeo é de Paco de Lucia que é outro mito da música espanhola. Uma curiosidade sobre ele, é que na região de Andalucia é comum as crianças levar o nome da mãe, assim existe Pedro de Cármen ou José de Maria, assim a mãe de Paco era uma portuguesa chamada Luzia que ao casar com um espanhol mudou seu nome para Lucia. Infelizmente Paco veio a falecer estes dias atrás (fevereiro de 2014), esta é nossa pequena homenagem.

O Concerto de Aranjuez é provavelmente, o ponto mais alto da música espanhola.