Marcha triunfal de Aída de Verdi

Se você conhece de óperas italianas ou não é irrelevante, você certamente já escutou esta peça, a Marcha Triunfal da ópera Aída.

Esta ópera que tem tema ambientado no Egito, foi estreada em Cairo no mesmo Egito em 24 de Dezembro de 1871. Da para ver como na época o marketing era já algo muito importante, é obvio que a estreia de uma ópera ambientada no Egito se estreia no mesmo pais por questões de impacto mediático.

Você talvez nem saiba, mas muita gente acreditava que a ópera tinha sido estreada no Egito em comemoração da abertura do canal de Suez, o que não é verdade, afinal é raro ver uma estreia mundial naquela época acontecendo fora dos grandes centros culturais da época.

O tema da ópera, como quase todas as óperas italianas, tem um alto grau de dramatismo. A historia do triangulo amoroso extensamente explorado em este tipo de óperas aparece novamente e obviamente não seria digna sem um final trágico. Com isto Aída de Verdi honra o gênero das óperas italianas seguindo sua tradição de finais de conteúdo anti-climático.

A Marcha Triunfal acontece no final do segundo Ato (a ópera tem 4), onde Radames o general egípcio volta vitorioso da sua campanha contra os Etíopes. O general recebe todo tipo de honras e ate a mão da filha do faraó. Mas Radames estava apaixonado por Aída que era uma escrava e filha do rei Etíope. Esta parte do argumento é a central e o motivo da historia terminal mal, afinal na vida real, quando é que um triangulo amoroso termina bem?