O 28 de julho é o dia negro da música clássica, dia em que morreram Bach e Vivaldi

O dia negro da música clássica se refere a uma coincidência na data de falecimento de dois dos mais famosos compositores, Bach e Vivaldi. Vamos conhecer um pouco mais sobre a historia e sobre como passaram seus últimos dias.

Trabalhar e viver da música nunca foi um negocio fácil, nem sequer para os grandes compositores. Muitos deles viviam de mecenato e quando estes acabavam era difícil conseguir outro. A fama que muitos deles ganharam, no mesmo período de vida a perderam. A historia só foi justa com estes grandes compositores muito tempo depois das suas mortes.

Vivaldi – 28 de julho de 1741 (63 anos)

Como muitos colegas, Vivaldi morreu na pobreza. O motivo parece até fútil mas a música dele, outrora tão apreciada, tinha caído na ingrata posição de ultrapassada. Nos últimos anos de vida de Vivaldi a sua música já não era a “moda” em Veneza e por isto passou por necessidade.

Assim ele decide se mudar para Viena porém sem dinheiro ele teria decidido vender um alto número de seus originais a ao baixo preço da necessidade para financiar a mudança. Não se sabe exatamente porque Vivaldi decide se mudar, mas acho que da para compreender, possivelmente buscando um ambiente mais favorável para a sua música já que Carlos VI, o imperador, apreciava muito Vivaldi.

Mas pouco depois de chegar a Viena Carlos VI morre e com isto Vivaldi fica sem a proteção real e sem dinheiro, tendo que vender mais dos seus manuscritos.

Vivaldi viria a morrer pouco depois, no dia 28 de julho de 1741. Esta sepultado na Universidade Tecnológica de Viena.

“Foi-lhe dada sepultura anônima de pobre (teve uma missa de Réquiem na qual o jovem Joseph Haydn teria cantado, no coro). Igualmente desafortunada, sua música viria a cair na obscuridade até os anos de 1900.”

Johann Sebastian Bach – 28 de julho de 1750 (65 anos)

Como Vivaldi, a música de Bach caiu no esquecimento durante muito tempo. Logo que foi redescoberto passou a ser apreciado e considerado o maior representante Barroco e um dos maiores da música erudita, considerado por alguns como o maior de todos os tempos.

Nos seus últimos anos Bach foi se retirando aos poucos da vida pública. Cansado de longas disputas e desanimado, começou a não cumprir com as suas obrigações e começou a se dedicar as obras instrumentais e a revisão de obras mais antigas.

Mesmo sendo apreciado e consultado continuamente, e tendo causado grande impressão na corte prussiana, a sua vida pessoal era cada vez pior. Teve a infelicidade de perder dois filhos ainda pequenos ao tempo que os maiores iam deixando o lar paterno. Por tanto a casa de Bach ia se tornando um lugar vazio.

Nos seus últimos anos Bach sofria de problemas graves de visão, para o ano 1749 ele já não enxergava e pouco depois ficou cego.

“Da última doença de Bach pouco se sabe, exceto que durou vários meses e o impediu de terminar A Arte da Fuga. Seus empregadores não esperaram sua morte para procurarem um sucessor. Faleceu em 28 de julho de 1750, em Leipzig e foi enterrado dois ou três dias depois no cemitério da Igreja de S. João. Seu filho Carl Philipp e seu antigo aluno Johann Friedrich Agricola escreveram em conjunto um obituário, importante como fonte de informações em primeira mão, ainda que incompleto e algo inexato. Anna Magdalena ficou em má situação. Por algum motivo, seus enteados não fizeram nada para ajudá-la, ao contrário, avançaram sobre sua herança, e seus próprios filhos eram muito jovens para tomarem qualquer atitude. Quando ela faleceu, dez anos depois, recebeu um funeral de indigente.”

Fonte aqui e aqui.